JUNHO 2008 — Barcelona (ESPANHA)

No Salão Internacional da Logística 2008, celebrado em Barcelona de 3 a 6 de junho, a Renfe Mercancías apresentou o algoritmo desenvolvido pela GOAL SYSTEMS para a otimização de espaços vazios nas plataformas, contemplado dentro do sistema de venda de contêineres que a Renfe Mercancías disponibilizará para seus clientes a partir de 1 de julho de 2008.

No Salão Internacional da Logística 2008, celebrado em Barcelona de 3 a 6 de junho, a Renfe Mercancías apresentou o algoritmo desenvolvido pela GOAL SYSTEMS para a otimização de espaços vazios nas plataformas, contemplado dentro do sistema de venda de contêineres que a Renfe Mercancías disponibilizará para seus clientes a partir de 1 de julho de 2008.

O objetivo do ALGORITMO é maximizar os espaços vazios ofertados no Transporte Intermodal Multicliente, mediante a localização ótima dos contêineres nas plataformas, intervindo em todo o processo da reserva realizada pelo cliente até a distribuição da carga no trem no terminal.
Na Renfe Mercancías é manejado um volume de dados muito elevado:
— 16 CPUs calculando ao mesmo tempo.
— Histórico de operações de 30 dias.
— Mais de 1.100.000 espaços vazios colocados à venda, distribuídos entre mais de 6000 ofertas comerciais.
— Mais de 6000 cálculos por dia.
— Integrado na plataforma OMNIUM da Renfe Mercancías.

O algoritmo foi desenhado com características técnicas que respondem a este elevado volume assim como à criticidade do sistema para a Renfe Mercancías:
— Segurança configurável e baseada em papéis, integrável com qualquer sistema de segurança (MS-AD, LDAP, WebServices, etc.).
— Sistema totalmente parametrizável e configurável.
— Integração com outros sistemas mediante padrões WS/*, SOAP, HTML, e XML.
— Tolerância a falhas de HW e SW.
— Alta escalabilidade.
— Facilidade de instalação e manutenção da solução.

O sistema de otimização da GOAL SYSTEMS recebe uma série de dados de entrada ao Algoritmo: Configuração da oferta comercial, Tipos de vagões, UTIs e Reservas de clientes, e dispõe de um interface de usuário na qual a companhia pode:
— Carregar os dados estruturais necessários para um problema de otimização (oferta, vagões,
reservas….).
— Configurar a função objetivo a ser otimizada.
— Realizar simulações de reservas e cargas com diferentes objetivos de negócio, validando as soluções
obtidas.
— Configurar a função objetivo final a utilizar no ambiente de produção.
— Parametrizar traços do sistema e históricos de dados a ser guardados em produção.

As regras de negócio são parametrizadas no algoritmo pelo usuário central responsável pelo negócio, e respondem a diversas perguntas que o negócio quiser abordar, como:

Podem-se mover UTIs nos terminais?
— Permitir ou não mover UTIs dentro do mesmo vagão, em terminais.
— Permitir ou não mover UTIs entre vagões de um mesmo trem, em terminais.

Que combinações de UTIs podem se carregar em um vagão?
— Máximo de carga por vagão e por categoria de linha.
— Máximo de carga por trem e por categoria de linha.
— Relação entre os pesos por eixo.
— Relação entre os pesos por “bogie”.
— Limite de carga linear por categoria de linha.
— Máximo de carga por eixo, por trechos, e por categoria de linha.

É possível carregar uma UTI no trem?
— Regras de assimétricos.
— Regras de semi-reboques.
— Regras de mercadorias perigosas.
— Regras de ancoragem.
— Regra para empilhamentos.

Garantindo sempre a legalidade da carga do trem em todo os trechos, tanto na reserva realizada pelo cliente, como na carga no terminal.

Os objetivos de negócio são ponderados mediante custos parametrizáveis que foram implementados no algoritmo:
— Custo por deixar vagões livres. Dirigido a Melhorar a operação e Maximizar a venda de último minuto.
— Custo por deixar vagões livres ao final de cada lote. Dirigido a Melhorar a operação e Minimizar nº de
manobras.
— Custo por equidistribuição da carga em cada vagão. Dirigido a Melhorar a operação e Minimizar manutenção vagões.
— Custo para minimizar manobras. Dirigido a Melhorar a operação e Minimizar nº de manobras.
— Custo por afastar mercadorias perigosas incompatíveis. Dirigido a Maximizar a segurança no transporte.

A parametrização dos custos permite a definição da função objetivo, cuja missão é classificar as soluções segundo critérios definidos pelo negócio. Esta função de custo é uma combinação linear de todos os custos, cujos valores de ponderação e priorização são definidos pelo usuário, permitindo uma clara capacidade de simulação e ajuda para a tomada de decisões.

A otimização é conseguida analisando todas as combinações possíveis que satisfaçam as restrições estabelecidas, e minimizando a função objetivo definida. As soluções são obtidas classificadas segundo critérios econômicos e de qualidade da solução, já que podem se incluir critérios de penalização aos desvios a respeito de valores desejáveis.

Goal Systems